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Um monumento que nos faz refletir. Por cerca de 90 anos a Praia de Dois Rios
abrigou o Instituto Penal Cândido Mendes, conhecido como o Presídio da
Ilha Grande. Palco de histórias cinematográficas
como a fuga do traficante conhecido como Escadinha (em decorrência deste
episódio), que fugiu do presídio no ano de 1986 se agarrando à escada de um
helicóptero que veio em seu resgate. Também estiveram por lá presos ilustres como
o escritor Graciliano Ramos e presos políticos, como Fernando Gabeira. Outra
figura lendária foi o preso conhecido como Madame Satã. Um travesti
do bairro da Lapa (Rio
de Janeiro) que numa briga na noite boêmia, levou à morte o cantor e compositor Wilson
Batista. Wilson, juntamente com Noel Rosa, propiciou uma das
mais belas disputas musicais de seu tempo. Musicas como
"Feitiço da Vila" e "Palpite Infeliz" foram
feitas por Noel em resposta a provocações de Wilson Batista.
Após ser solto, Madame Satã trabalhou como cozinheiro num restaurante na
Vila do Abraão e desenvolveu algumas receitas de muito sucesso.
Uma moqueca de peixe com molho de coco ganhou seu nome e é até hoje encontrada em restaurantes
na vila do Abraão. Faleceu livre, na Ilha, há
mais de 10 anos.
Por muitos anos era comum mensagens nos rádios marítimos VHF informando
fuga de
presos e indicando as precauções necessárias, tais como não ancorar a menos de 200
metros da Ilha. Isso permitiu uma exploração menos predatória do turismo.
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Mais Fotos
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Por
ironia do destino a preservação que o presídio proporcionou deu tempo para que o homem
civilizado tomasse mais consciência da natureza que existe a sua volta.
Hoje em dia, mais que há poucos anos, o turismo é desenvolvido com mais respeito ao meio
ambiente e o turista antes de querer "ter", quer ter
"estar".
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