Foi construída
numa bela enseada batizada pelos índios
que vivíam na região
com o nome de "Itaorna"
que em tupi-guarani quer dizer "pedra-podre", provavelmente
devido aos comuns deslizamentos de terra que ocorrem em toda região
no período das chuvas.
Num
destes deslizamentos, há muitos anos, muito próximo ao
complexo, um morro inteiro deslizou
até o mar levando consigo um laboratório da Usina. A ponte
construída uma curva antes de Itaorna (para quem vai do Rio
em direção a Santos) foi construída no local onde existia o
morro.
Defensores
ecológicos afirmam ter sido inapropriado o local da construção
da Central. A Eletronuclear defende-se informando que
Itaorna foi alvo de muitos estudos e o principal fator determinante
da instalação das 8 Usinas Atômicas (que foi a previsão inicial
do projeto nuclear brasileiro) num dos pontos mais bonitos do
litoral do país foi a proximidade quase eqüidistante dos 3 centros
urbanos: Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.
Outra
preocupação das entidades defensoras da ecologia, é que a água
do mar usada para resfriar o reator das Usinas, apesar de não
oferecer perigo de contaminação radioativa, aquece em alguns
graus a água de uma grande região em volta de Itaorna.
Isto estaria afetando o ecossistema do local.
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